Sede do Banco de Brasília; instituição aprovou aumento de capital em assembleia de acionistas - Foto: Joédson Alves/Agência BrasilSede do Banco de Brasília; instituição aprovou aumento de capital em assembleia de acionistas - Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A assembleia geral de acionistas do Banco de Brasília aprovou, nesta quarta-feira (22), o aumento de capital da instituição em até R$ 8,8 bilhões. A medida foi adotada para corrigir o desenquadramento patrimonial do banco, relacionado à operação com o Banco Master.

Com a aprovação, o foco passa a ser a captação dos recursos pelo governo do Distrito Federal, controlador do banco. A meta é viabilizar o aporte até 29 de maio.

A principal estratégia envolve a contratação de um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos e a um sindicato de bancos. As negociações com o fundo seguem em andamento, sem definição sobre as condições finais.

Um dos entraves é a estrutura de garantias. Os imóveis apresentados pelo governo do Distrito Federal não cobrem o volume necessário. Como alternativa, a dívida ativa do DF passou a ser considerada para reforçar as garantias da operação.

Outra possibilidade em análise é a criação de um fundo lastreado na dívida ativa. Nesse modelo, cotas seriam vendidas no mercado para levantar recursos. A estrutura também pode envolver a emissão de debêntures vinculadas aos créditos tributários em cobrança.

A utilização desses mecanismos permitiria reduzir a dependência do financiamento junto ao FGC, considerado essencial para a recomposição do capital do banco.

Na segunda-feira, o BRB informou acordo com a Quadra Capital para a venda de R$ 15 bilhões em ativos originados do Banco Master e atualmente na carteira da instituição. O contrato prevê pagamento inicial de cerca de R$ 4 bilhões à vista. O restante será negociado por meio de cotas de um fundo a ser estruturado para gerir esses ativos.

A situação patrimonial do banco teve origem na aquisição de carteiras de crédito do Banco Master, no valor de R$ 12,2 bilhões. As operações são investigadas sob suspeita de irregularidades. O BRB desfez a transação, mas recebeu ativos em substituição aos valores financeiros.

O Banco Master é ligado ao empresário Daniel Vorcaro.