Cinco câmaras de Oxigenoterapia Hiperbárica começaram a operar no Hospital Delphina Rinaldi Aziz, em Manaus, ampliando o acesso a um tipo de tratamento de alta complexidade voltado a pacientes com feridas graves, queimaduras e infecções severas.
A nova estrutura marca a introdução da terapia hiperbárica na rede pública hospitalar do Amazonas e passa a integrar o conjunto de tecnologias utilizadas no atendimento de pacientes em estado crítico.
A Oxigenoterapia Hiperbárica consiste na inalação de oxigênio puro em ambiente pressurizado, o que aumenta a oxigenação do sangue e acelera a recuperação de tecidos com circulação comprometida.
Tecnologia aplicada a casos complexos
O tratamento é indicado como terapia complementar em situações como infecções graves, lesões por diabetes, queimaduras extensas, feridas de difícil cicatrização e intoxicações.
Segundo informações da unidade hospitalar, mais de mil procedimentos já foram realizados desde o início da operação da tecnologia.
As sessões duram entre 90 e 120 minutos e são utilizadas em conjunto com outros tratamentos, como cirurgias e antibióticos, potencializando a recuperação clínica.
Impacto direto na recuperação dos pacientes
Na prática, a terapia contribui para reduzir o tempo de internação, acelerar a cicatrização e diminuir o risco de complicações, como amputações.
Um dos pacientes atendidos, Márcio Couto, de 51 anos, relatou melhora no processo de recuperação após iniciar o tratamento:
“O processo de cicatrização é muito bom porque você ganha tempo, fica menos tempo no hospital e volta mais rápido para a sua vida normal”, afirmou.
Eficiência e ampliação da capacidade hospitalar
Além do impacto clínico, a tecnologia também contribui para a gestão hospitalar, ao reduzir tempo médio de internação e liberar leitos com mais rapidez.
A terapia hiperbárica se soma a outros recursos já utilizados na unidade, que é referência em atendimentos de alta complexidade e transplantes na região Norte.
