O cardeal e arcebispo de Manaus, Dom Leonardo Ulrich Steiner, anunciou neste domingo (9), durante missa na Catedral Metropolitana, que entregou ao Papa Leão XIV, sua carta de renúncia após completar 75 anos de idade, conforme determina o Código de Direito Canônico.
O religioso completou 75 anos na última quinta-feira (6). De acordo com as normas da Igreja Católica, todos os bispos devem encaminhar ao Papa o pedido de renúncia ao governo de suas dioceses ao atingir essa idade. A decisão sobre aceitar ou não o pedido, porém, é exclusiva do pontífice, que pode optar por manter o bispo no cargo por mais algum tempo.
A celebração de domingo teve caráter especial: foi uma missa de ação de graças pela vida do arcebispo, marcada por homenagens e orações. Em clima de emoção, Dom Leonardo agradeceu aos fiéis e colaboradores da arquidiocese.
“Eu apresentei a carta ao Papa, como é de obrigação. Agora, vamos aguardar e ver o que vem. Mas quero dizer que sou muito grato a Deus por esse período à frente da arquidiocese e pela colaboração de cada um de vocês”, afirmou, sendo aplaudido pela comunidade presente.
Natural de Santa Catarina, nascido em 1950, Steiner ingressou na Ordem dos Frades Menores em 1972 e foi ordenado padre em 1978 por seu primo, o cardeal Paulo Evaristo Arns. Doutor em Filosofia pelo Pontifício Ateneu Antoniano, em Roma, construiu sólida trajetória acadêmica e pastoral.
Antes de chegar a Manaus, foi bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia (MT), bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em 2019, foi nomeado arcebispo de Manaus pelo Papa Francisco, e em 2022 tornou-se o primeiro cardeal da Amazônia brasileira.

Em 2023, assumiu também a presidência do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), reforçando sua atuação nas causas sociais e na defesa dos povos indígenas.
Desde que assumiu a arquidiocese, Dom Leonardo tem se destacado pela defesa da Amazônia e pelo compromisso com a evangelização e o diálogo intercultural. Sua liderança o tornou uma das principais vozes da Igreja Católica na região.
Agora, a Arquidiocese de Manaus aguarda a decisão do Papa sobre a permanência ou substituição do arcebispo, cuja trajetória se consolidou como símbolo de fé, diálogo e compromisso com a Amazônia.
