As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata de Minas Gerais deixaram 29 mortos, milhares de desabrigados e 39 desaparecidos em Juiz de Fora e Ubá. As ocorrências foram registradas entre a noite de segunda-feira (23) e a madrugada desta terça-feira (24), com deslizamentos de terra, desabamento de casas e alagamentos.
Situação em Juiz de Fora
Em Juiz de Fora, foram confirmadas 22 mortes e mais de 3 mil pessoas estão desabrigadas. As aulas foram suspensas em toda a rede municipal. Buscas seguem por pelo menos 37 desaparecidos. O temporal começou no fim da tarde de segunda-feira, e há previsão de mais chuva para os próximos dias.
Fevereiro já acumula 584 milímetros de chuva na cidade, volume cerca de duas vezes superior à média esperada para o mês. Cerca de 600 famílias devem deixar suas casas.
O bairro Parque Burnier concentra parte das ocorrências mais graves. No local, 12 casas desabaram, nove pessoas foram resgatadas com vida e quatro morreram. Há cerca de 20 desaparecidos, incluindo crianças.
No bairro Cerâmica, duas casas desabaram e cinco pessoas da mesma família seguem soterradas.
O Rio Paraibuna e córregos da cidade transbordaram. Pontes, o mergulhão de acesso ao Centro e vias entre bairros foram interditados. Também há registro de queda de árvores.
Situação em Ubá
Em Ubá, sete mortes foram confirmadas e três pessoas estão desaparecidas. Um rio transbordou na noite de segunda-feira (23), alagando a Avenida Beira Rio. Foram registrados 124 milímetros de chuva em seis horas. A enchente provocou danos em áreas centrais e em bairros residenciais.
Outros municípios
Em Matias Barbosa, enchentes atingiram diversas regiões da cidade, com registro de famílias desalojadas e danos estruturais em vias e imóveis.
Atendimentos e buscas
Foram registradas mais de 40 chamadas emergenciais por bloqueio de vias, moradores ilhados e casas atingidas. As buscas por desaparecidos continuam, com atuação de equipes de resgate e apoio em áreas de deslizamento.
Serviço e informações práticas
A previsão indica continuidade de chuvas nos próximos dias. Moradores de áreas de risco devem evitar encostas, margens de rios e locais alagados. Em caso de emergência, o deslocamento para locais seguros é recomendado. Novas informações dependem da evolução das buscas e do monitoramento climático na região.
Com informações G1
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