Manaus vai se transformar em um grande território de criação artística entre os dias 10 e 12 de abril com a II Convenção Amazônida de Circo e Artes Performáticas (II CACIRCO). O evento, organizado pela Companhia Circo Caboclo, propõe uma imersão na arte circense, onde o corpo deixa de ser apenas instrumento e se torna linguagem, atravessada pela floresta e pela cidade.
A programação começa na sexta-feira (10), na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), com atividades acadêmicas voltadas para formação de artistas. Entre 9h e 10h30, haverá apresentação de trabalhos acadêmicos mediada por Kelly Vanessa, seguida de uma mesa redonda sobre o circo como campo de estudo. À tarde, na quadra do Proamde, serão realizadas oficinas de dança aérea com José Arenas, acrobacia de solo com a Cia. CTLX e malabares com Teffy Rojas, abertas a diferentes níveis de prática.
No sábado (11), o Palácio da Justiça sediará oficinas de clown com Cleciano Cardoso e perna de pau com Wesley Craveiro, das 14h às 16h. À noite, a Noite Uirapuru, entre 18h30 e 19h30, apresentará acrobacias aéreas, solo, malabares e lira com artistas como Renner Martins, Laisa Fonseca e o coletivo Utopia no Igarapé.
A programação culmina no domingo (12) com a Noite de Gala, espetáculo que reúne diversas linguagens circenses em uma celebração do corpo e da arte amazônica. Entre 18h e 19h30, o público verá apresentações de duo de lira com Fernanda Bezerra e Juliana, acrobacias de solo com Laisa Fonseca e Paloma Blandina, palhaçaria com Iogan Ariel e âncora suspensa com Lia de Paula.
Além dos espetáculos, o evento oferece oficinas, debates sobre acessibilidade, gênero e políticas culturais, espaços de treino livre e exposições de equipamentos circenses. Todas as atividades são gratuitas, com classificação livre a partir de 5 anos, e contam com recursos de acessibilidade, como intérprete de Libras, audiodescrição, rampas e piso tátil.
A II CACIRCO reafirma Manaus como polo de criação artística na Amazônia e fortalece redes de artistas locais e nacionais, promovendo formação, experimentação e troca de saberes em um espaço que valoriza o corpo como território de conhecimento.
