O rei Charles III se manifestou oficialmente nesta quinta-feira (19) sobre a prisão do irmão mais novo, o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, ocorrida no Reino Unido. Em comunicado divulgado à imprensa, o monarca afirmou ter recebido a notícia com “profunda preocupação”, mas destacou que o processo deve seguir os trâmites legais.
“Recebi com profunda preocupação as notícias sobre Andrew Mountbatten-Windsor e a suspeita de má conduta em cargo público. O que se segue agora é o processo completo, justo e adequado pelo qual esta questão será investigada da forma apropriada e pelas autoridades competentes. A lei deve seguir o seu curso”, declarou.
Pressão pública e críticas à monarquia
A prisão reacendeu críticas ao rei por sua relação com o irmão. Mesmo após ter retirado o título de príncipe de Andrew e afastá-lo da residência oficial em Windsor, Charles vem sendo alvo de cobranças públicas.
Durante visita oficial à cidade de Clitheroe, no norte da Inglaterra, o monarca foi confrontado por um cidadão enquanto cumprimentava populares, sendo questionado sobre o conhecimento prévio da família real acerca das relações de Andrew com Jeffrey Epstein.
Posição do Palácio e da família real
Após a abertura da investigação policial, o Palácio de Buckingham informou, em nota oficial, que está à disposição para colaborar com as autoridades caso seja solicitado.
Também se manifestaram publicamente o príncipe William e a princesa Kate Middleton, que afirmaram estar “profundamente preocupados” com os desdobramentos do caso.
Prisão e investigação
Andrew foi preso em sua residência pela polícia do Reino Unido, sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público. A BBC informou que a prisão ocorreu após uma “avaliação minuciosa” das autoridades.
Segundo a polícia do Vale do Tâmisa, um homem na casa dos 60 anos foi detido e permanece sob custódia, sem divulgação oficial do nome por razões legais. A prisão ocorre cerca de uma semana após a abertura de investigação para apurar se Andrew teria enviado documentos confidenciais a Jeffrey Epstein enquanto exercia funções como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.
De acordo com a legislação britânica, a condenação por má conduta em cargo público pode resultar em pena de prisão perpétua.
Histórico de acusações
O ex-príncipe aparece em diversos documentos ligados ao caso Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos desde dezembro. Ele também foi acusado de agressão sexual por Virginia Giuffre, principal testemunha no caso Epstein, quando ela ainda era menor de idade.
Andrew sempre negou todas as acusações, tanto as relacionadas ao envio de documentos confidenciais quanto às denúncias de abuso sexual.
Com informações G1
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