O Brasil registrou perda de 1,6 milhão de hectares de floresta tropical úmida em 2025. O número representa redução de 42% em relação a 2024, segundo dados divulgados em 29 de abril de 2026 pelo Global Forest Watch.

A redução foi mais expressiva em perdas não relacionadas a incêndios, como desmatamento, corte raso e degradação natural. Esse tipo de perda caiu 41% na comparação anual e atingiu o menor nível desde 2001.

Estados com maior redução

Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre e Roraima concentraram mais de 40% da redução registrada no país. Maranhão foi o único estado com aumento na perda de cobertura arbórea.

Os dados consideram vegetação primária, formada por áreas naturais com pouca interferência e cobertura original preservada.

Metodologia do levantamento

O monitoramento é baseado em dados do laboratório Glad, da Universidade de Maryland. O sistema inclui diferentes formas de perda de cobertura arbórea, além do desmatamento, como corte seletivo e mortes naturais.

O resultado segue tendência semelhante à observada em sistemas nacionais de monitoramento no período entre agosto de 2024 e julho de 2025.

Impacto global

A redução registrada no Brasil influenciou o resultado global. Em 2025, o mundo perdeu 4,3 milhões de hectares de floresta tropical úmida, queda de 35% em relação a 2024.

As perdas não associadas a incêndios tiveram recuo de 23% e atingiram o menor nível em dez anos. Já as áreas afetadas por fogo permaneceram entre as mais altas da série histórica.

Participação brasileira

O Brasil respondeu por mais de 37% da perda global de cobertura arbórea em 2025, liderando o ranking em área total. Na sequência aparecem Bolívia e República Democrática do Congo.

A expansão agrícola foi apontada como principal fator de perda florestal nos trópicos, ligada à produção de commodities e mudanças no uso da terra.

Cenário e próximos desafios

Apesar da redução, os dados indicam que o ritmo global ainda está acima do necessário para cumprir a meta de conter e reverter a perda florestal até 2030.

Os números podem passar por revisão, especialmente os relacionados a incêndios, devido a limitações na detecção por satélite em áreas com fumaça.

O próximo balanço anual deve atualizar os dados de 2026 e indicar se a tendência de queda será mantida.

Com Informações da Agência Brasil
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