Pouco mais de 24 horas após assumir o comando do Executivo estadual, o governador Roberto Cidade anunciou uma reconfiguração em parte do alto escalão do governo. A medida atinge 11 secretarias e órgãos estratégicos e sinaliza o início de uma gestão que busca consolidar diretrizes próprias em áreas como economia, educação, infraestrutura e administração pública.

As mudanças foram confirmadas na tarde de segunda-feira (5) e incluem, entre os principais movimentos, a nomeação de Gustavo Adolfo Igrejas Figueiras para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti). A pasta era ocupada por Serafim Corrêa, que agora assume o cargo de vice-governador.

Ao anunciar a reformulação, Cidade indicou que as alterações fazem parte de um reposicionamento administrativo no início do mandato. “Essas são as mudanças do nosso secretariado que nós vamos tomar a partir de hoje”, afirmou, acrescentando que o objetivo é conduzir o governo com identidade própria.

Reestruturação atinge áreas estratégicas

A reformulação contempla setores considerados centrais para a gestão estadual. Na Secretaria de Fazenda (Sefaz), assume Dario José Braga Paim. Já a Secretaria de Educação (Seduc) passa a ser comandada por Jander de Lima Lasmar.

Outras mudanças incluem:

  • Júlio César Lambeck Soares Neto na Sedurb
  • Robson Togni de Almeida na Sead
  • Ricelli Viana Pontes na Sepror
  • Marcos Jânio da Silva Costa no Detran
  • Ian Enderson Carmo Ribeiro no CSC
  • Adriana Cunha Pimentel na FPS
  • Cândido Jeremias Neto na AADC
  • Renato Borges de Souza na Prodam

As trocas ocorrem em áreas que impactam diretamente políticas públicas, arrecadação, mobilidade e desenvolvimento econômico, indicando uma tentativa de alinhamento da equipe à nova condução política do governo.

Contexto político e mandato

Roberto Cidade tomou posse na segunda-feira (4), ao lado de Serafim Corrêa, após eleição indireta realizada na Assembleia Legislativa do Amazonas. A chapa foi eleita por unanimidade entre os deputados estaduais.

O processo ocorreu após a renúncia do então governador Wilson Lima e do vice Tadeu de Souza, abrindo caminho para a escolha indireta, conforme previsto na Constituição estadual para casos de vacância nos dois últimos anos de mandato.

Esta é a primeira vez na história política do Amazonas que governador e vice são escolhidos sem voto direto da população nesse contexto.

Desafios imediatos

Com mandato previsto até janeiro de 2027, a nova gestão assume em um cenário que combina desafios fiscais, demandas por infraestrutura e pressão por resultados em áreas sociais. A reformulação do secretariado, logo no início, é interpretada como um movimento para reorganizar a máquina pública e estabelecer prioridades administrativas.

A expectativa agora recai sobre como a nova equipe irá conduzir políticas públicas e responder às demandas regionais, especialmente diante das especificidades econômicas e sociais do estado.

Com Informaçõesdo G1/ Portal BNC NEWS

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