O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (18/02) o arquivamento do inquérito que investigava a ex-deputada federal Carla Zambelli pelos crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação. A decisão ocorreu em Brasília.
O arquivamento atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concluiu não haver provas suficientes para embasar denúncia criminal.
Origem da apuração
A investigação foi aberta em junho de 2025, após declarações públicas de Zambelli. Em entrevista, ela afirmou que, após deixar o Brasil, pretendia permanecer nos Estados Unidos e pedir asilo político ao governo do então presidente Donald Trump.
Na mesma ocasião, disse que adotaria o mesmo método usado pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro para a prática de condutas ilícitas. A apuração foi iniciada antes da prisão de Zambelli na Itália.
Prisão e antecedentes
Em julho de 2025, Zambelli foi presa em Roma, onde tentava evitar o cumprimento de mandado de prisão expedido pelo STF. Com dupla cidadania, ela havia deixado o Brasil após condenação de 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrida em 2023.
As investigações apontaram Zambelli como autora intelectual da ação, que resultou na emissão de um mandado falso de prisão contra Alexandre de Moraes. O ataque ao sistema foi executado por Walter Delgatti, que foi condenado e confirmou ter agido a mando da então parlamentar.
Situação atual
Após a prisão na Itália, foi formalizado pedido de extradição para o Brasil. A decisão sobre o processo será tomada pela Justiça italiana em audiência prevista para as próximas semanas.
Com informações Agência Brasil
Foto: Agência Brasil
