Criador da CNN e um dos nomes mais influentes da televisão norte-americana, Ted Turner morreu nesta quarta-feira (6), aos 87 anos. A informação foi confirmada pela própria emissora. A causa da morte não foi divulgada.
Turner ficou conhecido por transformar o jornalismo ao lançar, em 1980, a CNN, primeira rede de notícias 24 horas do mundo. A iniciativa mudou a cobertura de grandes acontecimentos internacionais e influenciou o modelo adotado por canais de informação em diversos países.
Pioneirismo na televisão e expansão de negócios
Antes da CNN, Turner já atuava no setor de mídia após assumir negócios da família no ramo de outdoors. Ele também adquiriu uma emissora de televisão em Atlanta, que mais tarde se tornou base de um conglomerado de comunicação.
Ao longo da carreira, expandiu sua atuação para redes de televisão, esportes e cinema. O empresário chegou a adquirir os estúdios MGM e participou da fusão da Turner Broadcasting System com a Time Warner em 1996, formando um dos maiores grupos de mídia do mundo.
Atuação ambiental e filantropia
Além da mídia, Turner ficou conhecido por iniciativas ligadas ao meio ambiente. Ele também se tornou um dos maiores proprietários de terras dos Estados Unidos e teve atuação em projetos filantrópicos, com doações que ultrapassaram US$ 1 bilhão para a Organização das Nações Unidas.
Em diferentes momentos, esteve envolvido em projetos esportivos e iniciativas internacionais, incluindo equipes de beisebol e basquete, além de competições criadas por ele próprio.
Vida pessoal e trajetória
Nascido em 1938, em Cincinnati, no estado de Ohio, Turner teve uma trajetória marcada pela entrada precoce nos negócios da família após a morte do pai. Também ficou conhecido por sua personalidade considerada irreverente no setor de comunicação.
Ele foi casado com a atriz Jane Fonda e, ao longo da vida, enfrentou mudanças no controle de suas empresas após a incorporação de seu grupo a grandes corporações de mídia.
Legado na comunicação
Com a criação da CNN, Turner consolidou o modelo de jornalismo em tempo real, que passou a ser adotado por emissoras em diferentes partes do mundo. O canal cobriu eventos como guerras, crises políticas e desastres globais com transmissão contínua.
Nos últimos anos, ele havia sido diagnosticado com demência com corpos de Lewy, condição neurodegenerativa informada publicamente em 2018.
Com Informações da G1
Foto: Divulgação
