O aumento dos casos de sarampo nos países que vão receber a Copa do Mundo de 2026 colocou autoridades de saúde em estado de atenção e acendeu um alerta para brasileiros que pretendem viajar ao torneio. A recomendação é clara: atualizar a vacinação antes da viagem pode ser decisivo para evitar a doença.

Os Estados Unidos, o México e o Canadá, sedes do próximo Mundial, concentram hoje a maior parte dos registros de sarampo em todo o continente americano. O México já ultrapassou os 10 mil casos confirmados em 2026, enquanto os Estados Unidos se aproximam de 1,8 mil infecções.

Brasil quer evitar retorno da doença

Livre do sarampo desde 2024, o Brasil tenta impedir que o vírus volte a circular no país por meio de casos importados.

Por isso, o Ministério da Saúde lançou recentemente uma campanha voltada para viajantes internacionais, reforçando a necessidade de checar a caderneta de vacinação antes do embarque.

A vacina pode ser encontrada gratuitamente em unidades do SUS de todo o país.

Prazo ideal é de 15 dias antes da viagem

Especialistas orientam que a imunização seja feita pelo menos duas semanas antes da viagem, garantindo tempo suficiente para a proteção do organismo.

A recomendação varia conforme a idade:

  • Crianças entre 6 e 11 meses devem receber uma dose extra;
  • Pessoas de 1 a 29 anos precisam ter duas doses registradas;
  • Adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma dose.

A vacina aplicada é a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

Sintomas exigem atenção

O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa e pode ser transmitido até antes do surgimento dos sintomas.

Os principais sinais incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas pelo corpo.

Nos casos mais graves, a infecção pode evoluir para pneumonia, inflamação cerebral e outras complicações severas.

A orientação das autoridades sanitárias é que pessoas com sintomas procurem atendimento médico imediatamente e evitem contato com outras pessoas.

Com Informações da Agência Brasil
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