Durante entrevista ao podcast JC às 15h, Wilson Lima afirmou que pretende levar ao Senado a experiência adquirida na gestão do Amazonas e em fóruns internacionais - Foto: Divulgação/ Assessoria de ImprensaDurante entrevista ao podcast JC às 15h, Wilson Lima afirmou que pretende levar ao Senado a experiência adquirida na gestão do Amazonas e em fóruns internacionais - Foto: Divulgação/ Assessoria de Imprensa

O pré-candidato ao Senado Wilson Lima afirmou, nesta quinta-feira (16), que pretende utilizar a experiência adquirida durante o período em que governou o Amazonas para defender os interesses do estado no Congresso Nacional. A declaração foi feita durante entrevista ao podcast JC às 15h, do Jornal do Commercio.

Segundo Wilson, a participação em mais de 80 fóruns nacionais e internacionais, realizados em países como Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Estados Unidos, China, México e Espanha, contribuiu para ampliar sua atuação em temas ligados à Amazônia, ao desenvolvimento sustentável e à atração de investimentos.

“Não perdi o meu costume do interior, de caboclo que toma açaí e tira a espinha do jaraqui, mas também sei colocar um terno e uma gravata, ir ao exterior, falar inglês e defender os interesses da Amazônia. Eu consigo falar e defender o meu povo. Isso é o mais importante”, afirmou.

Participação em eventos internacionais

Durante a entrevista, Wilson Lima lembrou que presidiu a Força-Tarefa de Governadores para o Clima e Florestas (GCF Task Force) e representou o Amazonas em conferências climáticas e encontros internacionais.

Segundo ele, a participação nesses eventos contribuiu para ampliar a visibilidade do estado nas discussões sobre preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.

“Quando o governador do Amazonas chega a uma COP ou a um evento internacional, muitas pessoas não sabem diferenciar Amazônia de Amazonas. Para elas, chegou o governador da Amazônia. Quando você fala na língua deles, passa confiança e credibilidade, e eles começam a tratar você de forma diferente.”

Defesa da Zona Franca e indicadores econômicos

O pré-candidato afirmou que pretende atuar como defensor da Zona Franca de Manaus no Senado, destacando a importância da segurança jurídica e da competitividade do modelo econômico.

Durante a entrevista, citou dados do Polo Industrial de Manaus (PIM), que reúne mais de 500 empresas, gera mais de 500 mil empregos e encerrou 2025 com faturamento de R$ 277 bilhões, crescimento de 117% em relação a 2019.

Wilson também destacou que, entre 2019 e abril de 2026, o Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam) aprovou 1.793 projetos, somando R$ 65,5 bilhões em investimentos e previsão de mais de 40,7 mil empregos.

Segundo os números apresentados, o total de trabalhadores do Polo Industrial passou de 89,7 mil, em 2019, para 130,4 mil em 2026, crescimento de 45,3%.

Ainda de acordo com o pré-candidato, o Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas alcançou R$ 187 bilhões em 2025, frente aos R$ 108,1 bilhões registrados em 2019. A estimativa para 2026 é de R$ 202 bilhões. Wilson também afirmou que o estado registrou, em 2025, a menor taxa de desemprego dos últimos 13 anos e mais de 163 mil empregos com carteira assinada.

Bioeconomia e infraestrutura

Durante a entrevista, Wilson Lima defendeu a ampliação da bioeconomia como alternativa para diversificar a economia amazonense. Ele citou o beneficiamento do couro de pirarucu e jacaré, da castanha e das essências de pau-rosa como atividades que podem agregar valor à produção regional e gerar empregos no interior.

“A gente precisa trazer essas empresas para que elas não apenas comprem o produto in natura, mas instalem aqui suas linhas de beneficiamento. Precisamos criar infraestrutura, porque o empresário faz o cálculo da logística e precisa de energia de qualidade, internet e das condições básicas para garantir a viabilidade do empreendimento.”

O pré-candidato também relacionou a expansão da atividade econômica ao fortalecimento da infraestrutura energética. Segundo ele, a quebra do monopólio do gás natural e a implantação de empreendimentos como a primeira etapa do projeto Azulão 950 e uma usina termelétrica no Distrito Industrial, com investimento estimado em R$ 1,2 bilhão, contribuíram para que o Amazonas passasse a produzir mais energia elétrica do que consome.